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Viver experiências diversas é o que se quer quando terminamos uma faculdade. Fundar uma escola com a proposta do CID, um espaço de inclusão foi uma das nossas buscas de experiência. Nosso desejo de um espaço escolar com possibilidade de olhar a todos chega aos 20 anos. Neste tempo aprendemos, ensinamos, descobrimos pessoas, trocamos com profissionais, fizemos amigos, vivemos perdas e seguimos partilhando diversas experiências. Um marco desta trajetória foi a ampliação do atendimento, pois inicialmente só acolhíamos crianças na educação infantil. Em 1998 iniciamos o trabalho com o ensino fundamental e logo a seguir a escola foi para a nova sede, ampliando o espaço físico.
Em 2002 criamos o Programa
CIDadão, para ser um canal constante entre a escola e as questões sociais, atendendo as demandas curriculares incluídas nos temas transversais da educação.
Em 2005, o ano em que o CID completou 15 anos, demos vazão ao desejo de comemorar esta data especial de duas formas bem intensas. Realizamos um evento cientifico, dedicado a pais e a profissionais da área da saúde e da educação, desta vez em parceria com o Comitê de Psicomotricidade Relacional, denominado 1o Encontro Internacional de Educação Inclusiva – Diálogos Possíveis.
Neste, tivemos o prazer de contar com palestras dos profissionais do CID e de convidados especiais como a psicomotricista mineira Deise Campos de Sousa e o professor espanhol Miguel Zabalza que deram um brilho especial ao nosso evento.
E, posteriormente, realizamos um baile com a participação de profissionais, famílias, alunos, parceiros, ex-alunos num clima de confraternização. |
Deste ano, ficou marcada mais do que nunca a necessidade de convivência, de estar junto, de viver harmonicamente valorizando, cada vez mais, o que cada um tem de único, de singular.
Em 2006 criamos o CIDionário, um dicionário cujos verbetes tem a tradução de uma equipe que trabalha com a singularidade e que tem muito a dizer sobre a infância e sobre inclusão.
Em 2007 através do programa CIDadão, lançamos numa de nossas ações rumo a sustentabilidade, a produção das agendas do CID com papel ecologicamente correto. Desta forma seguimos atentas as demandas sociais.
Em 2008 completamos 18 anos. Esta idade culturalmente é relacionada com a maioridade. Após 18 anos de existência já estávamos colhendo o que semeamos nos nossos alunos.
Tivemos surpresas agradáveis em 2009, entre elas a reportagem que veiculou na mídia através do Jornal Nacional, legitimando o espaço de inclusão e uma matéria de capa na Zero Hora, o que nos possibilitou divulgar amplamente o nosso trabalho que faz do olhar paras as diferentes identidades o motivo de sua existência. Reiteramos que o CID é um lugar para conviver, aprender e onde cada um tem seu espaço para ser diferente, amar gente, amar viver.
Neste espaço partilharemos alguns depoimentos que recebemos de profissionais que trabalharam conosco, alunos e famílias que foram e são e sempre serão CID. Juntos para mais 20 anos,
Cheila e Lia |
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> Entrei no CID em 2001 e tive a grande oportunidade de acompanhar metade desta história, 10 anos de crescimento desta grande escola. Crescemos juntos, passo a passo. Durante os nossos primeiros 4 anos juntos respiramos Terapia Ocupacional. Aprendi aqui o verdadeiro significado de: inclusão, respeito, parceria, equipe, diversidade, cidadania... São inúmeras vivências que poderia passar muito tempo listando, descrevendo. Presenciei, participei nesses anos do grande crescimento do Ensino Fundamental que, quando entrei, era pequenininho e durante todo esse tempo aumentou de tamanho e de experiência. Mostramos para todos que fazemos parte sim do CID, fazemos falta nas férias, somos grande, fazemos barulho. Mostramos nossa cara, lotamos o salão com as nossas descobertas, mostramos para todos o que já sabemos, conhecemos, estudamos.
E assim, após os meus 4 primeiros anos de CID passamos a respirar juntos a pedagogia. Com todo esse universo encantador que é a educação cidiana fomos juntos buscar esta nova formação. E passaram-se mais 6 anos de muita garra, criação, aprendizados, experiências compartilhadas, novas descobertas.
Afinal, SOMOS DIFERENTES, AMAMOS GENTE, AMAMOS VIVER. Afirmamos que EDUCAR É A NOSSA NATUREZA. E como já há 10 anos estou aqui, JUNTO com o CID POR MAIS 20 ANOS.
> > > Dê Seixas <<<
(profe do CID) |
> No último aniversário da minha filha nós organizamos, a pedido dela, uma festa à fantasia para todos os amiguinhos. Uma colega da escola não foi fantasiada, o que não a impediu de brincar e se divertir muito. No dia seguinte a minha sobrinha comentou que tinha uma menina sem fantasia, ao que minha filha respondeu:
- Ela não estava sem fantasia, ela estava do jeito dela!
Para mim o CID é isto, é o respeito pelos indivíduos do jeito que eles são ou estão e este respeito gera uma relação de coletivo bem mais harmônico e feliz.
> > > Flávia Seligman <<<
( Mãe da Clarice aluna do CID desde o berçário I, atualmente em nível III). |
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Quando eu escolhi ser educadora eu sabia exatamente o que isso significava: eu tinha que gostar de aprender. Gostar de crianças e se dar bem com elas não são qualidades suficientes para seguir nessa carreira – e isso me foi ensinado no magistério! É preciso gostar de gente e ter curiosidade por aquilo que elas sabem, podem produzir e conseguem alcançar.
Eu já era professora quando fui ao CID pela primeira vez, participando de uma seleção para o quadro de funcionários. O que eu não sabia é que me tornaria educadora após cinco anos de uma linda caminhada. Eu me lembro de ter sentado no sofá para esperar ser chamada pela Cheila para uma entrevista e o Matheus sentou-se ao meu lado, aconchegando a cabeça no meu ombro. Foi paixão à primeira vista! Me encantei com aquelas crianças, tão cheias de vida, e com aquele ambiente em que se respirava respeito e amor.
Eu cresci junto com a equipe: viramos escola de ensino fundamental, mudamos de casa – um prédio, fomos reconhecidos por acadêmicos e ganhamos cada dia mais a confiança de mais e mais famílias. Foi nesta instituição que aprendi a ser professora de inglês, de verdade. Minhas primeiras turmas de ensino de língua inglesa foram do CID e com muito orgulho. Dia desses, conversava com a Renata, uma ex-aluna, e ela dizia que se lembra com carinho das nossas aulas. Também lembro!
É com orgulho que vejo esse espaço de descobertas, criatividade e amor chegar aos vinte anos. Os frutos de sua contribuição para educação estão por aí. Quando vejo a Bibiana fazer um trabalho sobre inclusão na escola que hoje estuda, levando seus colegas a visitar o CID, onde aprendeu tudo o que sabe sobre isso, vejo que a sementinha foi plantada. Ao topar com o João no campus da PUC, indo para aula na faculdade de Letras (agora eu o chamo de “colega”) sou só alegria. Uma simples mensagem no Orkut para parabenizar a Érika que passou no vestibular me deixa emocionada.
Após estes anos todos – minha última turma no CID foi em 2001 – ainda tenho uma relação de carinho e respeito por esta escola que me construiu como educadora. Ver as potencialidades de cada um, eu aprendi no CID. Amar os alunos e chorar de alegria com suas conquistas, eu aprendi no CID. Importar-se com o outro mostrando que realmente o ama, eu aprendi no CID. Confiar que existem amizades pra sempre e que, quando a gente precisar os amigos estão lá, eu aprendi no CID.
Acho que eu também estudei nesta escola!
Parabéns ao CID!
> > > Janaina da Silva Forte <<<
(Foi professora da educação infantil e foi a primeira professora de Inglês do ensino fundamental.)
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> Pensar no CID é pensar em parte da minha vida e trajetória profissional. Quando temos um sonho, e no meu caso ser professora almejamos um espaço onde as teorias sejam praticadas, o mais próximo possível de sua íntegra e até conhecer o CID, imaginava que isto seria impossível.
Uma escola que se propõe a trabalhar com inclusão, não por imposição do governo, mas por crença na igualdade humana, que realiza a prática do ensino da maneira mais individual e rica possível a uma criança em processo de ensino-aprendizagem e ainda consegue um espaço para dialogar entre os profissionais que lá atuam, enriquecendo suas práticas, era muito bom para ser verdade...rs...
Mas o CID é tudo isso, costumo dizer que é uma escola humana, onde todos estão buscando um mesmo ideal, a melhor prática para auxiliar a aprendizagem do aluno, e não medindo esforços para que isso aconteça. Mas tudo isso sem esquecer o ser humano que precisa ser olhado tanto quanto o aluno.
Só tenho a agradecer as profissionais que estiveram comigo nesta etapa, e que hoje me orgulho em dizer que são minhas amigas e as crianças que me ensinaram a ser uma pessoa melhor.
Estar no CID é viver a feliCIDade plena, aprender como se pratica a CIDadania e vivenciar uma cumpliCIDade que carregamos para o resto de nossas vidas!!!!Amo muito vocês!!!
> > > Lorisleine Perim <<<
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> Querida Equipe,
Muito prazer em estarmos com vocês. Muito obrigada pelos anos de caminhada. Parabéns pelos 20 anos. Amor!!! Este é o sentimento prioritário no trabalho que vocês desenvolvem.
Vai fazer 18 anos que convivemos com vocês. Dezoito anos de aprendizado, crescimento, conquistas, confiança, responsabilidade e envolvimento. Integral. Integrado. Incansável. Tolerante.
Muito obrigada. Acho que é o que podemos dizer. Que bom que existem pessoas com este grau de desprendimento e amor.
Admiramos vocês... muito... sempre... juntos.
Até aqui e adiante... onde vocês estiverem e onde forem. Caminhando em equipe.
Centro de afeto e Desenvolvimento humano.
> > > Família Reschke Audibert ( do Eduardo, Sabrina, Clarissa, Letícia e Miguel) <<< |
> Minha filha entrou no cid com 4 meses de idade. Saiu de lá com 10 anos. Neste tempo que dura uma pequena vida eu aprendi muito. Aprendi que são os pais que podem ter insegurança para deixar o filho na escola, os filhos sempre ficam bem. Aprendi que é possível fazer um excelente trabalho, com alto nível técnico, sem deixar a ternura de lado. Aprendi que é possível que algumas pessoas conheçam a minha filha tão bem como eu. Aprendi que a minha filha foi bem preparada técnica e emocionalmente para a sua nova escola quando saiu do CID e se deu muito bem. Aprendi que, mesmo sendo um homem, não tenho vergonha de dizer que eu amo o CID, porque, com o CID quem mais aprendeu fui eu.
> > > Ivan Severo <<<
(Pai da Marina, atualmente aluna do adoleCID)
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> O CID? É Parte de mim.
Há.... Quantas experiências singulares vivenciei no CID...quantas aprendizagens...
Um dia sabor de chocolate, no outro o amargo do limão e entre o doce e o azedo íamos construíndo os sabores e di-sabores da vida escolar.
Um olhar para todo e o singular. Um grupo, um sujeito. A instituição, a alteridade. Espaço para a palavra e os discursos que aí se constróem. Relatos do dia-dia, registros de construções, e marcas que ainda se encontram em mim. Momentos para estar, fazer, criar, construir, simbolizar, atuar, desfazer, refazer, seguir em frente... Um dia um olhar, outro um sorriso, também o choro, o medo, a angústia. O desafio de buscar e não se perder no comodismo de ficar. Ir além... Além das paredes, além dos livros, além do que já foi construído por outros.
Se é perfeito??? Não! A perfeição não existe.
Mas é um espaço rico, simplismente rico.
certa vez, na autoria de Antoine de saint-Exupéry, havia um Pequeno Príncipe. Uma criança sábia que entre várias palavras ricas nos disse o seguinte: “TODAS AS PESSOAS GRANDES FORAM UM DIA CRIANÇAS, MAS POUCAS SE LEMBRAM DISSO.” O PEQUENO PRÍNCIPE
PENSO QUE O CID É UM JOVEM ADULTO QUE NUNCA DEIXOU DE SER CRIANÇA. UM DIA SERÁ UM VELHO ADULTO E AINDA ASSIM NÃO DEIXARÁ DE SER CRIANÇA, POIS QUANDO DEIXAR, NÃO SERÁ MAIS O CID.
> > > Aline Reck padilha Abrantes <<<
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> "Carinho, afeto, confiança, educação, dedicação, essas e outras inúmeras coisas eu aprendi no CID! Mais do que especial, eu passei 10 anos da minha vida num lugar que pra mim, com certeza, vai ficar na memória. Se desde os meus 3 meses de vida eu já chorava na hora de ir embora, o CID com certeza merece um lugarzinho no coração de todos nós! Parabéns pelos merecidos 20 anos! "
> > > Marina Bittelbrunn Severo <<<
(11 anos, aluna do adoleCID) |
Estudar no CID foi essencial na minha formação, pois nessa escola aprendi a ler, produzir histórias e gostar de Matemática. O mais importante é que conheci pessoas carinhosas, dedicadas, sensíveis e competentes, que me ajudaram a ser a pessoa que sou hoje. Lá eu fiz o pré até a 3ª série e atualmente estou no segundo ano do ensino médio do Colégio Bom Conselho, graças à boa base de conhecimento adquirida. Como esquecer da Cheila, da Lúcia, da Ana Lúcia, da Cissa e da Denise? Elas fazem parte da minha história!
> > > Ana Paula Copetti Rodrigues <<<
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Acho tão difícil falar sobre o CID. Não porque não haja o que dizer. Bem pelo contrário. O lugar faz parte de mim de um jeito tão profundo que as palavras simplesmente não conseguem alcançar essa profundidade – chegar à altura. Uma parte fundamental da minha história, um segundo lar, não sei, CID é um pouco de tudo. É onde sei que encontrarei aquelas pessoas que abrem um sorriso enorme quando eu apareço por lá. Sim. Ainda apareço por lá. Faz uns dezessete anos que essa galerinha é minha galerinha. Moram no meu coração, todos eles. Acho que moro no deles também. Afinal me viram crescer e foram parte ativa deste crescimento, me encheram de carinho, como faziam e fazem com todos que passam por lá. Isso é fundamental: o carinho. E lá tem de sobra, podem ter certeza!
Hoje, que tenho certa maturidade para refletir sobre o assunto, vejo como o próprio CID é uma idéia bonita. E o mais fabuloso de tudo isso é o amor que as gurias têm por tudo e todos lá. No início, tudo sempre é uma idéia; o amor e a dedicação que fazem aquela transição pensamento-realidade. Tenho orgulho delas. Nunca disse isso, mas é a mais pura verdade.
Quando eu estava na terceira ou quarta série, a Cheila tinha resolvido nos dar umas aulinhas de filosofia. Nunca esqueci. “Conhece-te a ti mesmo, e conhecerás o mundo e o universo” ela disse. Mais tarde eu escrevi a frase de Sócrates na minha redação, no vestibular. É incrível como as pequenas coisas ficam nas nossas cabeças anos e anos. E o CID sempre foi cheio dessas pequenas e especiais coisas. Guardo muito mais que isso de lá, claro. Amizades que se conservam até hoje, que perdurarão uma vida inteira, nasceram naquele berçário. Valores que ficam cada vez mais raros atualmente, a consideração, compaixão, igualdade. Serei para sempre grata por tudo que aquelas pessoas me deram. O CID terá sempre um lugarzinho aqui no peito.
> > > Erica Tesch Hartmann <<<
(Acadêmica de Arquitetura da UFRGS) |
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